A partir de 26 de maio de 2026, a resposta dessa pergunta deve ser sim! A nova norma da NR-1 inclui os riscos psicossociais no escopo obrigatório do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para todas as empresas sujeitas à CLT, fazendo com que a saúde mental passe a ser tratada com o mesmo rigor que risco de queda, exposição a produtos químicos ou ruído excessivo.
Quais são os riscos psicossociais no trabalho?
É importante ressaltar que existe uma diferença entre risco psicossocial e iniciativa de bem-estar. O risco psicossocial é qualquer fator que possa comprometer o colaborador com a saúde mental, física e social dentro do ambiente corporativo.
Os fatores mais comuns são:
- Excesso de carga
- Metas desconectadas da realidade
- Jornadas que não respeitam limites
- Ausência de apoio da liderança
- Baixa autonomia
- Ambientes com conflitos não resolvidos
- Assédio moral
Quando esses fatores se acumulam sem gestão, o resultado aparece nos dados: aumento de afastamentos por transtornos mentais (CID F), queda de produtividade, turnover acima da média e um péssimo clima organizacional.
O que muda na prática com a NR-1 atualizada?
Qualquer empresa que já tenha um PGR ativo vai precisar revisá-lo para incluir os riscos psicossociais. Isso envolve cinco frentes:
- Mapeamento: Identificar quais fatores organizacionais estão presentes no ambiente de trabalho e em que intensidade.
- Avaliação: Mensurar o nível de exposição dos colaboradores a esses fatores.
- Plano de ação: Com base no diagnóstico, a empresa precisa definir medidas concretas de prevenção e controle.
- Monitoramento: A gestão passa a ser contínua e de forma permanente
- Documentação: Tudo registrado e disponível para auditoria, pois o fiscal do trabalho pode solicitar.
Por que a adequação é mais difícil do que parece?
Riscos psicossociais são mais complexos porque envolvem percepção, contexto e cultura. O mesmo ambiente pode ser vivido de formas completamente diferentes por pessoas diferentes, ao contrário, por exemplo, dos riscos físicos ou químicos, que são medidos por parâmetros objetivos: decibéis, concentração de agentes, temperatura, entre outros.
Qual é o papel do RH na gestão de riscos psicossociais?
Com a NR-1 atualizada, o RH assume uma posição que vai além do operacional. A gestão de riscos psicossociais demanda leitura de dados (afastamentos, turnover, absenteísmo), entendimento da experiência do colaborador em diferentes momentos do ciclo de vida na empresa, articulação com liderança e integração com SST e jurídico. Nenhuma outra área consegue fazer isso sozinha.
E sim, essa norma é para empresas de todos os tamanhos, todas as organizações sujeitas à CLT precisam adequar o PGR, independentemente do porte ou setor de atuação.
O RH que souber posicionar esse processo como gestão de performance não só como saúde vai ter muito mais tração interna para implementar o que a norma exige.
Como a gestão de benefícios se conecta à NR-1?
Colaboradores que têm controle sobre aspectos relevantes do próprio trabalho adoecem menos e se engajam mais.
Por isso, é importante adaptar os benefícios flexíveis dentro das empresas. Essa liberdade de escolha devolve ao colaborador a capacidade de decidir o que faz mais sentido para a própria vida.
A Bee Vale trabalha exatamente nesse ponto, com carteiras que incluem Bem-estar, Saúde, Alimentação, Educação, Cultura e outras categorias personalizáveis, o colaborador escolhe como usar seus benefícios e o RH gerencia tudo por um portal centralizado, com visibilidade real sobre o que está sendo utilizado.
Benefícios flexíveis ajudam na adequação à NR-1?
Diretamente, não substituem nenhuma etapa do PGR. Mas contribuem para reduzir fatores de risco, especialmente a falta de autonomia e fazem parte de uma gestão de pessoas estruturada, alinhada ao espírito da norma.
NR-1: obrigação legal ou vantagem competitiva?
A NR-1 está formalizando algo que os dados de saúde ocupacional já mostravam há anos. Estudos mostram que os transtornos mentais são a segunda maior causa de afastamentos no Brasil. O custo disso para as empresas, para o INSS, para as pessoas é enorme. A norma chegou para criar um piso mínimo de responsabilidade.
Empresas que enxergam isso como patamar de partida e não de chegada, vão sair na frente. Não só porque evitam passivos, mas porque ambientes de trabalho mais saudáveis produzem resultados melhores.
O que acontece se a empresa não se adequar?
Autuações, multas e exposição a passivos trabalhistas em casos de adoecimento mental com nexo causal comprovado.
Checklist: por onde começar a adequação à NR-1
Se a sua empresa ainda não iniciou o processo, este é um ponto de partida razoável:
- Revisar o PGR atual e identificar o que está faltando em relação a riscos psicossociais
- Definir a metodologia de mapeamento e avaliação
- Mapear os dados que a empresa já tem (afastamentos, clima, desligamentos)
- Envolver as lideranças desde o início, sem elas, o processo não se sustenta
- Estruturar ou revisar canais de escuta ativa
- Definir indicadores de monitoramento contínuo
- Integrar RH, SST e Jurídico em torno de um processo comum
- Documentar tudo com rastreabilidade
A Bee Vale oferece multibenefícios flexíveis para empresas que querem estruturar a gestão de pessoas de forma mais inteligente.
Se quiser entender como isso se conecta à sua estratégia de adequação à NR-1, fale com a gente.